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| a sentença do julgamento foi lida na quinta-feira , 15
de Julho 2004
lêr aqui o Fernando " Pifaro " foi condenado a 10 anos de
prisão e 97.000 € de indemenização à sobrinha ! |
o relato no correio da Manhã , da tragédia em que o Fernando " Pifaro "
matou o irmão , Carlos !
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2003-10-12
00:00:00
Homicídio - Agrediu o
irmão em aldeia de Seia
MORTO COM CADEIRA
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| Um homem
de 31 anos agrediu mortalmente com uma cadeira de ferro um irmão de
38, na sequência de uma discussão quando ambos se preparavam para
jantar. O caso verificou-se anteontem em Folgosa Salvador, uma
aldeia dos arredores da cidade de Seia. |
| Luis Oliveira |
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| As pessoas que
residem na casa onde os irmãos iam jantar não conseguem explicar
o sucedido |
A GNR tomou conta da
ocorrência e num primeiro momento o agressor negou a autoria do
homicídio mas, depois das autoridades ouvirem uma testemunha, o
indivíduo acabaria por confessar o crime. Depois de passar a noite
nos calabouços do Estabelecimento Prisional da Guarda, o homem foi
ontem presente ao juiz do Tribunal Judicial de Seia, que lhe
decretou prisão preventiva até à realização do julgamento.
Segundo o Correio da Manhã apurou, tudo se passou às 20h30 em frente
de uma casa de pessoas amigas onde os irmãos habitualmente iam comer.
Os dois homens, que viviam na mesma residência na aldeia de Santiago
e que eram sócios numa empresa de construção civil, chegaram a casa
onde iam jantar visivelmente irritados e a discutir.
Acto contínuo, depois de se envolverem numa zaragata, o irmão mais
novo pegou numa cadeira de ferro e atingiu mortalmente Carlos
António Fonseca, pai solteiro de uma menina de quatro anos que
assistiu à agressão e viu o pai prostrado no chão a sangrar. Carlos
Fonseca sofreu dois golpes na cabeça e acabou por perder muito
sangue. Os bombeiros ainda lhe prestaram os primeiros socorros no
local, mas a vítima acabaria por morrer a caminho do Hospital de
Seia.
António Ramalho, que presenciou a discussão, contou como tudo
aconteceu: “Estava sentado numa cadeira fora de casa e a falar ao
telemóvel. Depois, os dois chegaram no mesmo carro e começaram a
discutir. Saíram do automóvel e envolveram-se numa briga, agarrando
uma cadeira de ferro que pesa uns três quilos. Eu continuei a falar
ao telemóvel e quando olhei para trás já só vi o Carlos deitado no
chão a gritar e a sangrar muito da cabeça”, descreveu.
Ainda segundo a testemunha, o agressor ficou desorientado e pegou ao
colo na filha da vítima. “Ele pegou na menina e sentou-se no sofá
muito nervoso e arrependido daquilo que fez”, disse.
Os familiares dos irmãos não conseguem arranjar explicações para o
sucedido, até porque os dois andavam sempre juntos e nunca tiveram
problemas nem grandes dicussões. “Não sei o que aconteceu porque
eles eram sócios e partilhavam a mesma casa desde que a mãe lhes
morreu. Eles davam-se bem”, referiu Hortêncio Manuel, um primo,
acrescentando que a discussão “estragou a vida aos dois”.
“O agressor estava com um aspecto e comportamento de quem tinha
bebido um copo a mais”, rematou António Ramalho.
Alice Almeida, a mulher que tratava da alimentação dos dois irmão e
cuidava da filha de Carlos Fonseca, lamenta o sucedido e
interroga-se: “O que é que vai ser da menina sem o pai?”.
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Luis Oliveira (Viseu) |
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Edição de 20-10-2003
Tragédia em
Santiago
Indíviduo morto com cadeira de ferro
A Polícia Judiciária, através do Departamento de
Investigação Criminal da Guarda, e em articulação com a GNR de Seia,
deteve um indivíduo de 31 anos suspeito de ser o autor de um homicídio
voluntário ocorrido no passado dia 10 em Folgosa do Salvador (Santiago),
concelho de Seia.
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Uma discussão, entre dois irmãos, centrada num
abatimento de 500 Euros, valor da factura relativo a uma obra de
construção, foi a causa de uma discussão seguida de uma rápida briga à
volta de uma cadeira de ferro que resultou na morte instantânea do mais
velho dos dois irmãos.
Inexplicavelmente, quando cerca das 20 horas os dois
jovens irmãos se dirigiam, como habitualmente, a casa de familiares para
jantarem, travaram discussão que se prolongou até ao final da viagem.
Uma cadeira de ferro que casualmente se encontrava
ao alcance, acabou por ser o instrumento do crime.
Informações obtidas no local diziam que a vítima
investiu contra o irmão, levando este a interpor contra ambos a dita
cadeira, onde se agarraram num jogo de força, empurraram mutuamente, até
ao momento em que a mesma, pelo desequilibrio de um dos contentores,
fica na mão do outro que a arrojou ao irmão com tal infelicidade que uma
das pernas perfurou a região temporal do crânio causando a morte
imediata.
As pessoas que mais privavam com os dois irmãos
ficaram incrédulos com o sucedido que atribuem a uma questão de grande
azar. Os dois irmãos viviam juntos na casa dos pais, ambos recentemente
falecidos. Eram solteiros, auxiliavam-se mutuamente e eram muito
trabalhadores na firma de construção pelos mesmos formada.
No meio da povoação de Folgosa do Salvador, como
apurámos, os dois jovens eram pessoas conceituadas tidos como amigos e
trabalhadores e ninguém compreende que o agressor tivesse querido matar
o irmão.
A vítima foi transportada já sem vida ao Hospital de
Seia, tendo sido autopsiada na cidade da Guarda dois dias depois do
acidente. O funeral realizou-se para o cemitério de Santiago deixando
entristecidos quantos conheceram o falecido que deixou órfã uma menor de
quatro anos de que cuidava por ausência e substituição da mãe, e que
segundo os familiares assistiu à agressão e viu o pai prostrado no chão
a sangrar.
O agressor, solteiro, pintor da construção civil,
foi detido na madrugada de Sábado e apresentado ao Juiz de Instrução do
Tribunal de Seia, tendo-lhe sido aplicada a medida de coacção de prisão
preventiva até ao julgamento que ocorrerá no Tribunal do Círculo de Seia
em data oportuna.
Ficaram assim desfeitas duas vidas em poucos
segundos. |
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Edição de 20-07-2004
Matou o irmão em
Outubro do ano passado
Tribunal de Seia condena homicida a
10 anos de prisão
O Colectivo de Juízes do Tribunal de Seia condenou, no a
passado dia 15 de Julho, Fernando Fonseca a dez anos de prisão efectiva,
pela morte do irmão. Foi ainda condenado a pagar uma indemnização à sobrinha,
menor, no valor de 97 mil euros.
Carlos Fonseca foi morto, em Outubro do ano passado, na
sequência de uma discussão, centrada num abatimento de 500 euros numa
factura de uma obra de construção civil. A discussão, seguida de uma rápida
briga à volta de uma cadeira de ferro, resultou na morte instantânea do mais
velho dos dois irmãos.
Fernando Fonseca, que se arrependeu de imediato do que
fez, ouviu a leitura do acórdão com a cabeça sempre baixa.
Para a presidente do Colectivo, os motivos que
determinaram o acontecimentos foram «argumentos mesquinhos» que não
justificavam aquele tipo de violência.
O Tribunal ponderou o arrependimento de Fernando
Fonseca, assim como a forma como trata a sobrinha, carinho esse que foi
valorizado pelo Colectivo e por não ter antecendentes criminais, sendo até
uma pessoa querida na povoação.
Os dois irmãos respeitavam-se mutuamente e viviam juntos
com uma sobrinha menor, que o arguido tratava como filha. Segundo a
presidente do Colectivo de Juízes, a sobrinha, de cinco anos, visita o tio
uma vez por mês, desde Janeiro último.
A relação entre os dois «era excelente» que até tinham
constituído uma sociedade comercial juntos, sociedade essa que agora irá ser
dissolvida. Criavam também uma criança que até dizia que tinha dois pais.
Tendo assistido à morte trágica do pai, a pequena Micaela anda a ser
acompanhada psicologicamente no infantário.
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